quarta-feira, 18 de março de 2009

"Navegar é preciso; viver não é preciso".




Com este verso de Fernando Pessoa
Dou início a um grande
Ciclo em minha vida

Tenho fome de escrever
Meu prato diário e preferido são as letras
Que transformo em versos e, por sua vez, em poesias

Já não ligo mais para nada a não ser escrever
Faço da minha vida uma poesia, um livro
Que faltam, ainda, muitos capítulos para serem fechados

E para chegar ao seu final
Detenho-me perante esta maravilha que é a escrita
Passo horas, dias, meses e anos a fio

Entretendo-me com a escrita
Busco no cotidiano, na solidão
Muita das vezes, minha inspiração

Falo dos amores que já tive
Iludo-me com os ao meu redor
Sonho com amores impossíveis

E, com isso, me detenho
Em campo vasto cheio de emoção
Para uma pessoa como eu

Ficar horas trancadas escrevendo
Tem que ter muita motivação
E tenho sonho, busco e escrevo

Aos poucos, vou me imortalizando
Daquilo que escrevo, serei, sim, imortal
Pelo menos nas escritas, sei que serei

Lembrada pelos meus versos
E todos irão um dia comentar
A minha frase:

Escrever é preciso, já viver não é preciso
Viver é um ato natural do mortal
E, eu, convencimento à parte não sou normal


sol pereira

Amar-te



Como é bom te amar
Por mais que eu tente
De o teu amor me apartar

Mas chego à conclusão
Que vivo te amando
E desse amor faço o meu sonhar

Sonho que estou beijando-te
E te entregado sob a luz do luar

sol pereira

13/03/2009

Eu e você



Todos ao vê-la se espantam
Com tanta semelhança
Dizem que somos parecidas
Até na maneira de se vestir
Gostamos do mesmo perfume
Usamos a mesma maquilagem
Gostamos de teatro, cinema, praia,
Os mesmos astros de cinema,
Os mesmos ídolos do Rock
Temos a mesma expressão ao sorrir
Há quem diz que somos idênticas
Mulheres guerreiras quando entram
Em uma causa só se for para vencer
Somos feitas da arte do amar
Dizem que temos olhos no futuro
Já nascemos para sofrer
Pode até ser, mas damos a volta por cima
Somos poderosas, cada uma com a sua peculiaridade
Somos formadas da mesma faculdade
E temos as mesas facilidades
No que diz à feminilidade
Somos mulheres lindas de covinhas
Somos da lida e adoramos as vinhas
Somos feitas de poesias sem a utopia
Eu escrevo ela lê, comenta e corrige.
Eu declamo, toco, ela canta como um sabiá.


Sol pereira

Ao meu amor



Vida da minha vida
Alma de minha alma
Estrela do meu caminho
Sol do meu dia
Luar do meu sertão
Luz dos meus olhos
Teu caminho Deus juntou ao meu
Para onde fores irei também
Se ouvires uma canção
A letra já sabe de cor
Pois a música a levo
E impressa no meu coração
Teu Deus será meu também
O que ele juntou ninguém
Poderá separar
Amo-te pro infinito

Sol pereira

27/02/2009- 10h

A tua loucura




Sou na vida quem mais do amor te rendeu
E você para mim é o meu único amor
Teima em me dizer que sofreu
Com o meu descaso, com o meu desamor

Ah! Você realmente nunca soube o que é o amor
De uma mulher apaixonada que te seguiria
Para viver uma aventura com destemor
E nem me importaria com tua loucura, e te aceitaria

Nos teus delírios, nas tuas insanidades sem fim
Acolher-te-ia em meus braços e te amaria
Pois sou parte viva desta tua loucura também

Ah! Se você soubesse como faz falta em mim
Voltaria imediatamente para a minha calmaria
E me amaria sem medidas como ninguém

Sol pereira

19/03/2009

domingo, 15 de março de 2009

A janela




Hoje, mais um dia que espero pelo amor
Que seja só meu, que a gente se ame
De verdade, vejo como tudo é ingrato
Quero ser normal como todo mundo
Com um amor no peito e sorte no coração
E viver uma vida tranquila, amando
E sendo amada, mas a vida me reservou a solidão
Fico dias aqui na minha janela vendo a vida passar lá fora.
Escuto música ao longe tocar, pessoas passeando
de mãos dadas com seus amores.
Homens bêbados caindo pelo chão, mulheres
se divertindo com seus amantes sem ligar
para o vexame, pois carregam bem na testa
que são felizes com a vida que escolheram
Crianças jogando bola, brincado de pique
Jovens mascando chiclete e falando alto
E eu aqui na minha janela assistindo a tudo
sem me importar com nada e nem ter dó de mim,
pois esta foi a minha opção de vida.
Antes só do que mal acompanhada.
Espero, ainda, o grande amor da minha vida
aqui debruçada em minha janela neste sábado
de temperatura alta, mas o céu carregado de estrelas.
E a lua? Toda faceira me espiando aqui na janela
à espera do meu grande amor que virá em um cavalo alado.

Sol pereira

15/03/2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

Quisera



Quisera eu ter o dom
Do pássaro beija-flor
Que emite um som

Quando suga uma flor
Ficaria feliz e me contentaria
Com o perfume do licor

Que escapa e exala dos teus poros

Quando comigo faz amor

Amar-te



Como é bom te amar
Por mais que eu tente
De o teu amor me apartar

Mas chego à conclusão
Que vivo te amando
E desse amor faço o meu sonhar

Sonho que estou beijando-te
E te entregado sob a luz do luar
sol pereira

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Poeta
Não somos poetas de brinquedo
Nas veias, corre sangue vermelho
Temos amor no peito e amamos sem medo

Fazemos da poesia uma ponte
E, nela, podemos atravessar
Para plantar e adubar a semente

Que nascerá em um vergel
As mais lindas flores
Doces como o mel

Assim são as palavras
Escritas no papel
Que saem do peito como fel

Depois de escritas
Quem as lê vai para o céu
Assim somos nós poetas

Sangue, alma, essência e sentimentos
Sol pereira

24/02/2009

Relatos de uma mulher apaixonada

Devo- te confessar que fiquei excitada
Quando você me disse que estava só
Em um quarto com teu pênis duro

Fiquei imaginado aqui com os meus botões
E me perguntando como seria você?
Baixo, branco, médio, moreno, alto negro

Não importa muito a tua aparência
Já que estou completamente apaixonada
Por você, pelas tuas poesias, pelas tuas investidas

Sempre sonho com você e desprendo de mim
Vou até a tua cidade e lá te encontro
Nu com ele arrojado a minha espera

Deitamos em uma cama macia
Você toma-me pelos braços e beija-me a boca
Acaricia minhas costas, desce até a minha nádega

Ele pulsante introduz em mim
Querendo ejacular de tão gostosa que estou
Passeia com tua boca nos meus seios

Durinhos já apontando no teu peito
Abre minhas pernas com cuidado
E beija em volta da minha rosa

Brinca com o meu clitóris
Morde até ele ficar completamente excitado
E me toma, mais uma vez, pelas costas

E te dou mais uma vez completamente apaixonada
Só que dessa vez sou eu quem cavalga buscando
Os mistérios entre dois seres estranhos que se amam apaixonadamente

E que se completam entre gozos, beijos, suores e mordidas
Mas que acabam quando chega o dia e esperam novamente
Pela noite para fazerem tudo novamente, sem censura e limite

Só que dessa vez mais gostoso
Pois já nos conhecemos, beijo ele
Sorvo tua língua, sugo tua boca

Beijo novamente ele, trago-o bem junto a ela
Sente meu perfume, embriaga-se, chupa, lambe, goza
Fica louco e quer tudo novamente, agora faz investida ao contrário...

Sol pereira
25/02/2009 – 23h

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Como um conselho de Rainer Maria Rilke

Serei paciente com as coisas do amor
Não correrei mais atrás de uma certa pessoa
Tentarei amar a quem me ama,
Ou está disposta a me aceitar
Do jeito que sou com os meus defeitos e qualidades
Não procurarei mais respostas nas coisas impossíveis
Sei que não gostaria e nem saberia conviver com as respostas
Viverei daquilo que eu sei, sem colocar expectativas
Nas respostas futuras, pois quem sabe algum dia bem distante,
Eu tenha as respostas das quais sempre esperei e as dispensarei
Aprendi a conviver sem elas e agora não me interessam mais

Sol pereira

24/02/2009

Súplicas




Já que não vê vida em mim
Quero o meu o fim
A tristeza tomou conta do meu ser
Tirou-me a vontade de viver

Tranco-me em mim sem canais
E fico somente com os meus ais
Encontro somente a solidão
De mãos dadas com o coração

Confabulando com a dor
Por onde foi parar a vida
Hoje, saturada e esquecida
Meu peito clama por amor

Minha pele pede a tua mão
Minha boca o teu beijo com paixão
O meu corpo quer o calor
Os meus braços, teus abraços

Minha rosa sem o perfume
Chora junto ao jasmim
Pétalas se transformando em estrume
E espinhos tomando conta do jardim

Não me queira apenas por musa
O coração não resiste e nem vive
Só de temas, poemas e versos
Ele quer muito mais, ele quer vida

Devolva-me a mim, quero os são meus
Tire-me da solidão
Quero a vida com emoção
Se não tem amor, adeus

Sol pereira

24/02/2009

Divagações


Sempre costumo sair pela noite
Vago a procura da minha alma gêmea
E nessas caminhadas te encontrei
Tamanho exato e encaixe perfeito
Côncavo e convexo
Espelho e reflexo
Alma e essência
Imagem de mim
Lábios e bocas
Gostos e sabores
Olhos e luz
Que reluz nos teus
Céu e estrelas, luar no firmamento
Percebi que temos os mesmos dons
Gostos e vocabulários, sem dizer as mesmas leituras
Sofremos do mesmo mal do século, a solidão
E extravasamos com a beleza da poesia
Nela falamos o que teríamos vontade de fazer,
Mas sem muita coragem, pois hoje, o mundo anda
Muito meio que fora do nosso alcance, um tanto
Consumismo pela beleza exterior e esta nos fazem
Muito mal, pois não sabemos ao certo como somos
Um para o outro, sei da tua cultura, sabes da minha
Mas aí dizer que conhecemos totalmente os nossos íntimos
E isso é alheio a tudo, só nos conhecemos através
Da palavra e esta só sai bonita quando escrita no papel
E o mais são minhas divagações

Sol pereira

24/02/2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


Simples e belo como o sol

Então sejamos como o sol
Dono do maior espetáculo da terra, o arrebol
Ilumina o dia para diferenciar da noite

Dar o teu calor a quem sente frio
E, nem por isso, canta aos quatro cantos
A tua imensa bondade

De aquecer a humanidade
Hoje, a mãe natureza é grata pelos teus encantos


sol pereira

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Beijei

Beijei

A tua boca beijei
Com os meus lábios de mel
E, de tão leve levitei
Depois que vi o teu céu

A tua boca adocei
E tirei o teu fel
A tua boca beijei
Com os meus lábios de mel

De tanto que beijei
Rodopiei no meu vergel
Sonhei e acordei
Que tiravas o meu véu
A tua boca beijei

Sol pereira
09/02/2009