terça-feira, 15 de setembro de 2009

Amor Platônico




Não me culpo por este amor platônico
Sei que são sonhos e fantasias
Só fico triste pelo meu destino irônico
De tê-lo somente nas minhas poesias

Em mim já não brota o grão
Minha terra é seca e árida
E este amor que sinto é em vão
E, hoje, me sinto morta em vida

E as sementes que deram os frutos
Para mim foram proibidos
Pois nasceram nos desertos

Dos teus olhos e do teu coração
Que mentem e são destemidos
Perante a quem te ama com emoção

Sol pereira

domingo, 13 de setembro de 2009

Amo-te




Entre, amor, e fique à vontade
O meu corpo ainda tem saudade
Dos carinhos que davam nó
Mas, hoje, sinto-me triste e só

Olha, volte e esqueça o que passou
Tentarei esquecer também
Ainda te amo e o seu amor me deixou
Marcas das quais ainda sou refém

Ah! Amor, tem tantas coisas para lhe dizer
A primeira é falar e gritar bem alto que te amo
Para você nunca mais se esquecer

Dos carinhos que davam nó
Dos beijos que eram um sabor só
Dos abraços embaixo dos lençóis

E agora! Queria tanto dizer que te amo!

Sol pereira

12/09/2009

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mãos!







Mãos que tecem, bordam, pintam, dão, acarinham,
pedem e referenciam, elaboram
Estas mesmas mãos escrevem doces palavras
em forma de fonemas
São todas direcionadas a pessoas cultas ou não,
mas com sensibilidades aguçadas a lerem tudo
o que está escrito nas entrelinhas dos poemas
Estas mesmas mãos têm o dom de acarinhar a pessoa amada
E bordar palavras doces em seu coração
E tecem carinhos que elevam amores ao auge da paixão
Pintam telas com as cores da aquarela em pleno dia de sol
E ao mesmo tempo em que elas referenciam, elas pedem, elas dão,
elas acarinham, elas elaboram, elas tecem, elas pitam, elas bordam
e com a mesma maestria das mãos do criador elas escrevem
Como foi escrito o primeiro livro de todos os tempos, a maior
obra do criador, “A BÍBLIA SAGRADA”
E nesta Deus escreveu e nos ensinou o maior sentimento do mundo
O AMOR!

sol pereira

Um novo abrigo



O desencontro está-se tornando rotineiro
Quando não sou eu é você, meu amado
Até o relógio anda cansado e o ponteiro
Bate melancólico e atrasado

Sua batida soa como um aviso
Mais um dia triste e nublado
Que terei de enfrentar, mas se for preciso
Buscar-te-ei e te direi que ainda é o meu querido

E nada me impedirá
De dizer-te que o meu amor é derradeiro
Aí então, você compreenderá

Que o destino é justo e certeiro
Ele estará anunciando um novo abrigo
E a tua poesia sempre estará comigo

Sol pereira

10/09/2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Confissões



Quero aqui deixar minhas confissões
Deixo bem claro que não quero mais me apaixonar
Sou feita de ternura e o meu ser é um desastre de emoções
Quando amo, é para valer. Então, é bom nem arriscar

Tenho tendências para as coisas impossíveis
Corações alados, canções e poesias
E de beijos molhados e sabores irresistíveis

Quando me apaixono, adoro fantasias
E você tem que querer sem utopias
Pois, quando me doo, é por completo

Sou alma, sou corpo e mente
Quem estiver ao me lado, há de me amar
E me querer eternamente.

sol pereira

03/09/2009

PROCLAME O TEU AMOR




Se sou a principal parte desse amor
Então, o proclama para mim.
Não te detenhas em detalhes e fale do sabor
Que a minha boca provoca desejos sem fim

Se me ama realmente, não há de sentir temor
De confessar para mim e para o mundo
Pois só quem ama sabe o tremor
Que ele provoca em um segundo

Vamos, fale das tuas sensações.
Quando estou em teus braços e me beija
Não esconda tuas emoções

Estamos juntos nesta paixão
E há muito tempo ela almeja
Se instalar em teu coração

sol pereira

03/09/2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

UM FADO TRISTE



Então, seguimos e estamos juntos
E levamos no ombro o mesmo fardo
Assolam-nos tristes pensamentos
Que nos levam a compor este fado

Que falam dos amores não correspondidos
Que vivem as sombras da tristeza e da melancolia
Como farrapos humanos jogados
E escritos nos versos da nossa poesia

Queríamos tanto que fossem simples versos
Mas a vida não nos deu nenhuma opção
Mostramos nossos reversos

Ora somos alegres, ora somos tristes e tem gente
Que não sabe que o que pesa em nós não é a dor, mas sim um coração
Em saber que a tristeza não mente, mas sente


sol pereira


01/09/2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

ÊXTASE PROFUNDO




Sinto-me em pleno êxtase do prazer
Por te ter por mim apaixonado
Ah! Meu querido, não sabe do meu querer
Quando te tenho ao lado

A vida segue por outros caminhos
Em atalhos que a tua mão não mente
Sabe bem direitinho os meus carinhos
E tu Andas em curvas sinuosas e desce monte

E picos em um êxtase profundo por algum instante
Sem se deixar confuso, pois tem por mim um amor
Que fogem a quaisquer regras e dicionários
E a sós na cama desvendamos estes mistérios

Toma-me em teus braços e beija a minha boca com ardor
E me dou em pleno êxtase sem pudor

sol pereira

31/08/2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ame-me como eu te amo



Segue o teu caminho
Cuida da tua vida
Ela é o teu bem maior
Ame e deixe-se amar,
Pois o tempo é fugaz
Quando Deus te fez
Disse: Este é o teu corpo
Semelhante ao meu
E a matéria se fez
Mas o espírito dar-te-ei
Através do meu e viverás eternamente
Pois eu sou a vida e o amor
E, sendo assim, tu também o é.
O resto é sombra, é matéria
Então, segue o teu caminho
Vá à busca da tua felicidade
Se sente feliz ao meu lado!
Ótimo, pois sou a luz, o frio e o calor.
E comigo ao teu lado só terás o amor
Ame-me como eu te amo

Sol pereira

27/08/2009

Por onde andas?




Por onde andas, ó poeta?
Preciso de ti
Conceda-me uma dança
Pode ser um tango de Ravel
Não te procurei em tuas poesias
Pois fazes parte das minhas
Quero o teu sorriso,
O mais lindo que houver
Deixa as lágrimas para depois
Quero-te agora, debaixo dos lençóis.
Bem coladinho e juntinho de mim.
Quero beijar a tua boca de carmim
Por onde andas, ó poeta?
Quero-te nesta noite de paz
Passear neste teu corpo
Que tanto bem me faz
E beber em um copo
O licor que jaz
E em teus braços quero mais
Nos lençóis de sedas, os teus ais.

Por onde andas, ó poeta?
Preciso saber,
Pois não te quero esquecer.

Sol pereira

27/08/2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O que eu faço com a minha saudade?



Cheguei um ponto da minha vida
Que não me apegarei em nada
Já vivi todos os amores
Senti saudades e desilusões
Hoje, nem mais acho bonitas as cores
Que pintam uma aquarela
Para mim são meras visões
Quando olho as flores
Que enfeitam o beiral da minha janela
Estou assim, seca, sólida
E sinto que esta pedra se transformou em dor
Formou-se uma camada
Envolvendo o meu coração
Que só faz chorar de saudade
Quando lembro de ti meu irmão
Com o teu companheiro cheio de magnitude
Sim, digo que tu fostes o meu eterno amor
Aquele que antecedeu e veio primeiro
De todos os amores,
Meu amor, meu irmão, minha vida
E hoje, estou completamente perdida
Sem o teu afeto e companheirismo
Perdoa-me este meu egoísmo,
Mas a tua irmã sente muito a tua falta
Das tuas conversas e dos teus beijos na minha testa

Por favor, diga-me o que eu faço com a minha saudade?

Sol pereira

26/08/2009

Aliados na saudade






Não lamente a tua sorte
A saudade é uma aliada do consorte
Não fique triste
Clame e grite,
Mas nunca se esqueça de pronunciar

O meu nome ao vento
Só ele que poderá levar
O teu pensamento,
Pois é neste exato momento
Que ele está em sintonia com o meu coração

E com a tua emoção
Então, não lamente!
Vamos, busque a tua sorte
E aplaque a tua dor
Quem no mundo não sentiu saudade por amor?

sol pereira

26/08/2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O vento e a brisa




Então, é fácil de entender
Se tu és o vento, eu sou a brisa
É uma questão de analogia
Posso do amor fazer uma apologia
Cantá-lo-ei em poesia
E dos meus versos, minha fantasia
Rimarei o teu amor com o meu viver
sol pereira

25/08/09

Hoje só quero-te amar




E o amor reinará para sempre no meu peito
Ainda bate aquele coração
Que você amou desde o primeiro instante.
A vida segue sem rumo
Dias como muitas chuvas
Dias de inverno e verão
Mas, hoje, soa como um dia de primavera
No céu, um lindo arrebol
Não! Não importa se faça chuva ou sol
A vida segue seu curso natural
E não importam os fenômenos da natureza
Ela nos levará a um só caminho
Éramos dois há pouco tempo
Hoje, somos um, e estou disposta a te amar para sempre

Sol pereira

23/08/2009

20h50

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Um soneto Shakespeareano


Todos já perceberam no meu olhar
Que estou amando hoje e é para valer
Será que fiquei encantada com o teu falar?
Não sei! Mas acho que é amor e acabei de crer

Adoro este teu jeito de escrever
Palavras rebuscadas sobre o amor
Para mim, é o que tens de melhor
Não passo um dia sem te ler e tento descrever

O meu amor em um soneto Shakespeareano
Tirando os acordes em um piano
Falo de toda beleza que tu colocas em tuas rimas
E satirizo as minhas onde não existem climas

Para mim, bem sei que é ainda uma criança
E leva no teu peito toda uma vida de esperança

sol pereira

24/08/2009

13h50