quinta-feira, 1 de janeiro de 2009


Voltou?

Você voltou? Tinha quase certeza
Não saberia viver longe dos meus beijos
Tua boca é louca pela a minha boca

Perto de mim não existirão prantos
E você deixará para trás a tristeza
Entregar-se-á por inteiro aos meus encantos

Então, fique e não se vá outra vez!
Venha e acabe com este meu desejo
De te querer sempre quando te vejo

Em meu corpo, dou-te os meus seios
E com a minha paz
Acalentará os teus anseios

Só assim, sentirás o quanto a minha falta faz
Então, não fique tão distante
E venha, mesmo por um instante, e me satisfaz

Com os teus beijos que tenho desejo
Com os teus braços quero os abraços
Em teu coração quero a tua imensa PAZ

Sou o sol

Sou o sol, astro rei, sou a luz
Sou quem exala o calor
E os meus raios são dourados

Sou o único em nosso planeta
A minha platéia é enorme
Sou assediado por todos

Mas ninguém é tão solitário
Como sou na minha imensidão
E o meu par constante é a solidão

Ainda tem gente que diz
Que sou uma estrela
Ah! Se ela soubesse como sou infeliz

Com tantos admiradores
E também alguns seguidores
Mas, afinal das contas, sou o astro rei, muito exigente

Que só gosta:
Do impossível,
Do abstrato,
Do poucas letras
Do menino de história de quadrinho

Mas para mim o “sol”
Que é uma estrela lá no firmamento
O poucas letras que é o tal

E é muito bom na língua portuguesa
Ele até fez um dueto, que, para mim, parece mais um solo
Com uma menina camponesa

Meus eus

Muitas das vezes, pareço dócil
Mas sou como todo mundo
Há dias que sou azeda e com os meus destemperos

Sou mulher de aço
Mas também sou de algodão
Sou uma pantera, mas também sou anjo

Sou doce como o mel
Recatada como um anjo do céu
Mas também sou azeda como um fel

Sou normal, tenho meu momento de loucura
Mas muitas das vezes de ternura
Na cama, provoco arrepios, mas também os ais

Minhas faces são rosadas, sou tímida igual uma gazela
Pareço com uma menina camponesa
Mas quando saio à rua, me chamam de burguesa

Já tive tantos apelidos
Quando era menina, ficava brava com todos eles
Mas hoje devo admitir que os tenho guardados

Mas de todos o que mais gosto
É de ser chamada de Sol
Mulher do luau
E coisa e tal

E ainda prefiro ser parecida com uma tigresa
Do que ter um apelido de francesinha princesa.

Apaixone-se

Apaixone-se hoje, o depois não vigora
Amanhã poderá ser tarde
Não deixe para depois o que foi determinado agora

O depois está muito longe de ser alcançado
O agora está aqui neste exato momento
Falando dos seus sentimentos e se expondo

É só para você entender e, no coração, ser guardado
Que não devemos desperdiçar
Tudo aquilo que nos foi ofertado

Então, se apaixone agora
Pode ser por mim; mas olha: não tenho um vintém
Mas também pode ser por alguém

Que te leve muito mais além
Em uma terra que não exista ninguém
Então, é melhor se apaixonar por mim,

Sou alguém que não tem um vintém
Mas te quero muito bem!

No auge da minha sina
Estou dividido você
Olho grande não entra na China

Lembranças

Foram muitos momentos felizes
Tua infância foi regada de carinho e amor
Nunca teve momento de solidão
Foi uma menina rodeada de emoção

De menina francesinha
Assim era o teu apelido
À mulher burguesa

Hoje se sente só e triste
Embora parecesse ainda uma tigresa
Mais um predicado da língua portuguesa

E assim tu vais disputando
As atenções entre os sóis
E do A ao Z


E também és comparada
Com figuras de linguagem
Entrelaçando-se à matemática e até aos provérbios bíblicos

Duas retas não se cruzam
Água e azeite não se misturam
E levam a crer que a tua paixão é exponencial

O teu amor é um sujeito abstrato
Mas também possessivo
E gosta de sair pela tangente

Existem tantos obstáculos
Seria bom mesmo e você menina
Continuar como dantes, não mude

Foi e sempre será o sol
Se o homem não pode viver
Só de pão, então que ele busque um pomar
Mas não deixe escapar o teu amor.

Então: voltamos ao antigamente
Gostavas quando eras francesinhas
E coisa e tal

Querem-te absoluta,
Como o sol e as estrelas no firmamento
E, hoje, já me parece meio que distante

Muito além do horizonte
O que parecia ser concreto e real
É mais um sujeito abstrato, possessivo
Como tantos outros sem sentimentos

Sol pereira

01/01/2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Corações


Não existem palavras
Quando dois corações estão afins
Saberás tudo e entenderás os fins

Não sonhe

Se quiser, poderei ser a sua realidade
E, bem juntinho a mim, poderá se libertar
Desses sonhos que são uma insanidade
Vem amar-me de verdade

Em meu corpo matar
A sua fome de desejo
E da minha boca
Provará o meu beijo

Em meus seios, repousarão seus anseios
Não fique só em sonhos, venha para os meus braços
Prenda-se de uma vez em meus laços

Desperte para vida, voe em meu jardim, regue a sua flor
E seja o meu amor, meu pássaro, o beija-flor
Espero-te para envolver em um abraço forte e um beijo molhado


Sol pereira

Amor é oculto?

Se amor é oculto, ainda não sei
Tu que me dirás
Só sinto que te esperei

Mas será que valeu a pena esta espera sem fim?
É uma pergunta que ainda não tenho a resposta
Como já te disse, não depende só de mim

Se dependesse só de uma. Te diria!
O sujeito que é oculto e o amor se esconde de mim

terça-feira, 30 de dezembro de 2008




Menino maluquinho

O amor é assim mesmo: ele gosta de voar
Voa alto e fica a imaginar
E quem será este tal de menino maluquinho que vive a provocar?

Sujeito oculto, mas ele é mesmo muito culto
Gosta de esconder atrás das palavras
Como gostaria de conhecer o teu rosto!

Que faço muito gosto
Só de ver o teu versejar
Ou seria um desgosto?

Já não sei de mais nada
Estou em uma encruzilhada
Entre oculto e o culto

Mas te digo: estou apaixonada por este menino maluquinho sem rosto.


O amor ou a razão?

O que sei do Amor é um estado
Localizado dentro do coração
Se nele souber entrar, viverá a maior emoção

E se ainda souber flutuar, poderá aninhar-se
E repousar e fazer dele a tua morada eterna
Pois o coração é terra que ninguém conhece

Ao entrar, cuidado com a razão
O coração desconhece este sentimento
Ele só quer viver ser for uma grande paixão

“O coração desconhece a própria razão”

Ser ou não ser

Estou em uma encruzilhada
Já estou ficando escabelada
O amor é oculto
Ou será o sujeito?

Eis a questão
Ser ou não ser?
Ou será então
Ter e querer?

O X da questão
Só diz ao coração
Quem tiver razão
Pode dar uma opinião

Mas se a resposta não agradar
Você terá da ciranda se retirar
Porque o que só diz ao coração
É o amor vivido na mais plena emoção

Sol pereira

Os versos que te fiz

O teu amor é tão lindo
Que me deixa a sonhar
Tem o canto do rouxinol
E a beleza do sabiá

O teu porte é forte
Minha eterna sedução
É um pássaro de sorte
Meu querido falcão

Seu canto é de paz
Em teu vôo me lancei
E ao teu amor me agarrei
E para sempre te amarei

Você sempre será o meu amor
Mesmo morando um pouco distante
Não muito além do horizonte
Vou sentir no meu corpo o teu calor

Oh! Falcão não voe muito distante
Vem provar do amor só por um instante
Sou a tua amada, a tua amante
E moramos na mesma linha do horizonte

Se vieres, poderei recitar
Pequenos versos que te fiz
E quando estiveres a me amar
Saberás o que os versos te diz

Sol pereira

Amor x Vida

Queria tanto outra vez você aqui
A minha vida teria muito mais sentido
Não seria esta pessoa só que sou hoje
A vida seria mais divertida
Se fosse vivida a dois
O amor viveria a sua plena existência
O que é o amor
Se não for para viver a dois?
Então! Por que se afastou assim de mim?
Será que você não foi muito severo com você?
Não deu nenhuma alternativa para o teu amor?
Ou será que preferiu viver na solidão
Do que enfrentar do teu coração?
A vida é mesmo assim: cheia de obstáculos
Vence aquele que não acredita na sorte
Pois a vida não é um jogo de loteria
Nem muito menos uma carta marcada
Que existe um número de sorte
Dentre tantas as apostas
A vida é muito simples
Assim como é o amor
Ela só tem razão de ser
Se você arriscar sem medo de perder
Porque quando Deus fez o mundo
Ele fez o homem e a mulher
Assim é o amor
Para existir o amor, deverá existir a vida
E para o amor ser pleno
Deverá existir a união
Entre duas pessoas que se amam
Assim como eu e você
O amor está para a vida
Assim como estamos para nós dois

Sol pereira

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


Felicidade é uma palavrinha mágica
Você não precisa entender
Basta sentir a sua lógica
E fazer por merecer

Sol pereira