quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O tempo



Se pudesse, tudo seria diferente.
Não deixaria nada por fazer
Não seria tão fulgente.

Nas minhas escolhas, não seria eloqüente
Viveria tudo loucamente
Não seria esta pessoa tão exigente.

Ah! Se pudesse fazer o tempo voltar,
Seria uma pessoa mais indulgente,
Distribuiria mais carinho, e, no amanhã, nunca pensar,
Pois a vida é muito curta e passa, e a gente não sente.

Ah! Se pudesse fazer o tempo parar,
Faria tudo aquilo que ficou pendente
Beijaria mais meus irmãos e com eles a vida ia celebrar
E viveríamos felizes como antigamente.

Sol pereira

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Saudades


Saudades de um tempo bom
Onde beijar na boca tinha que ter permissão
Muitas das vezes, o beijo era comprado com um bombom.

Ah! Que saudades da brincadeira no portão
Da pêra, uva, maçã ou salada mista
As meninas, assanhadas, só queriam ser beijadas pelo “bonitão”.

Saudades dos amigos de infância, da festinha americana.
A moda era de acordo com a estação
E as meninas! Ah! Essas eram todas metidas à bacana
O corpo tinha que ter a cintura fina e em forma de violão.

Hoje, tudo modificado, não existe mais aquele ritual
Homens e mulheres ficam, não namoram.
E, quando não ficam, o namoro é virtual
Sinto sim saudades dos meus amigos que no tempo ficaram.

Sol pereira


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Doei




Doei o meigo sorriso meu
Na doce esperança de receber
De volta um riso teu!

Tão fascinada estava e sem perceber
Que o teu sorriso já era meu
Tão sem graça fiquei sem saber o que fazer.

Pois a zombar de mim
E estava estampada na tua face
Com o teu riso que não tinha fim

O meu total impasse.

Como poderia eu exigir
Algo que sempre foi meu?
Enquanto o meu amor existir,
O teu riso será sempre meu!

Sol pereira


domingo, 17 de fevereiro de 2008

Entre

Entre
A porta
Encontra-se
Aberta
Escandaliza
Meus sentidos
Roça
A tua pele
A tua barba
No meu corpo
Lambuza
Com os desejos teus
Beija-me na boca,
Meus seios
Intumescidos
Pelo prazer
Desça mais um pouco
Até meu umbigo
Mais um pouco
Encha minha taça
Com o teu mel
Prove da minha flor
Toda aberta
A espera
Do talo
Perfumado
Na ponta
Da minha língua.

Sol pereira

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Parabéns para Mim


Hoje completo mais uma etapa da minha vida
Foram lutas que tive de travar
Mas valeu a pena, sou uma pessoa a Deus agradecida.

Tenho o privilégio de ter um lar aconchegante
Filhos, família e muitos amigos sinceros
E o dia com o seu raio de Sol brilhante.


Sei que tudo não foi fácil
Posso dizer que sou uma pessoa abençoada
Sei também que tive de travar uma batalha difícil
Mas valeu a pena, pois cumpri todas as etapas a mim atribuídas.

Plantei uma Árvore, tive Filhos e agora completei
O terceiro e o último Ciclo da minha vida
O meu primeiro livro de poesias terminei
Agora é só colher os frutos e a Deus ser agradecida.

Sol pereira


Nota: a bebezinha sou eu

Tua



Quanto toda nua estou
Dou-te em gozo
E deslizo em teu
Corpo em busca
Do teu talo
Para ele eu me abro
Sem desembaraço
Faço sexo
Faço amor
Fingir não finjo
Sou puro esplendor
Sou mulher inteira
Me dou por amor
Gosto do meu homem
Faço ele enlouquecer
E o levo ao prazer.
Esse homem por mim tão amado
Que me faz sentir desejada
Deixando-me tão doida
Com as palavras
Que saem da tua boca carnuda
Feita para a minha boca beijar
E com ela passeia pelo meu corpo
Fazendo-me de tesão arquear
Para depois penetrar
Ah! Meu homem especia
lMeu desejo por você
É fora do normal
Por isso não me engano
Quando digo que te amo
Posso até parecer vulgar,
Mas você foi feito para eu amar.

Sol pereira

Um lugar especial





Aceito ser especial em tua vida
Pois bem sei que este cantinho é privilegiado por Deus.
Guardo em mim uma linda história de Amor.

Que só foi vivida nos poemas, nas canções
E nos romances dos grandes poetas
Como, por exemplo, o magnífico e senhor de todos os tempos.

William Shakespeare em sua trágica
E romântica história de Amor
Em Romeu e Julieta, cujos amantes
Têm como final feliz a Morte.

Mas sou eu que faço o meu final
Sou eu que escolho os meus amores
Todos são verdadeiros espectadores e leitores
Das minhas poesias, e têm um final feliz

Sol pereira

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Parabéns para Mim

Hoje completo mais uma etapa da minha vida
Foram lutas que tive de travar
Mas valeu a pena, sou uma pessoa grata a Deus.

Tenho o privilégio de ter um lar aconchegante para morar, irmãos, mãe, duas
lindas meninas e muitos amigos.
E o meu Anjo, Guilherme, o Amor da minha vida.

Sei que não foi fácil, como para muitos, mas
Posso dizer que sou abençoada por cumprir
Todas as etapas que foram a mim atribuídas:
Plantei uma Árvore, tive Filhos e agora completei
O terceiro Ciclo.
O meu primeiro de muitos Livros de Poesias, falo assim, pois já estou no
segundo livro.

Agradeço a DEUS e, em especial, às minhas filhas, sem elas não saberia viver
e para elas deixo todo o meu amor.

Ah! Agradeço a minha filha Priscylla, e à amiga Analuiza, que revisaram, com apreço, tantas das minhas poesias e ao amigo Luiz Telles, responsável pelo minucioso preparo e pela formatação de todo o trabalho. Foram eles que colaboram para o meu terceiro Ciclo.

Bem, gente, vim até aqui para dar-me os meus parabéns pelo meu aniversário
E agradecer a oportunidade que tenho aqui no Recanto das Letras de divulgar
o meu trabalho. Um beijo em cada poeta e em cada amigo que me prestigiou
com os seus comentários.

Com todo o meu AMOR,

Sol pereira

Nota: faço aniversário em 21/02, só antecipei!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008


Quero

Ah! Como eu também te quero
Quero-te completo, sem as amarras
Livre, leve e solto, menos austero

Quero o teu corpo que venero
Quero-te louco apaixonado
Quero-te meu pássaro quero-quero.

Quero ser preenchida
Possuída
Perpetuada
Tatuada.

Venha! Não fale, faça
Germina dentro de mim
Eternize-me em tua lembrança
Todo o teu amor sem fim.

Sol pereira


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O teu amor


O teu amor é puro e verdadeiro
Sempre muito justo e companheiro
Eu sei que você é meu amor derradeiro!
sol pereira

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Resgate de um amor


Deixarei o frio lá fora
Encostarei ao teu peito o meu rosto
Já que me pede agora
Com muito carinho e gosto
Esquecerei os meus anseios
Aquecer-te-ei com o meu calor
E unir-te-ei com os meus desejos
Entregar-te-ei todo o meu amor
Com a minha boca selarei os lábios teus
Ansiosos pelos os beijos meus
E, juntos, agradeceremos a Deus
Libero agora meu temor
Dou-te meu corpo e o meu amor
Serei a tua flor, meu beija-flor
Sol pereira

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Feliz aniversário meu amor

Quero muita magia nos anos teus
Feliz aniversário meu amor
Conte mais um ano dado por Deus.

Seja feliz, faça e aconteça
Viva plenamente este dia
E com a felicidade se abasteça.

Das dádivas divinas
Pois hoje és soberano
Vamos! Solte as adrenalinas
Festeja mais um ano.

De vida com saúde, amor e alegria
Jogue fora toda tristeza
Faça uma total assepsia
E agradeça a Deus essa gentileza.

Sol pereira

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Na madrugada


Madrugada
perfumada
Dama da noite
Exalando seu perfume
Pelo jardim
Sinto a sua falta
Ao meu lado
Na minha cama
Macia e vazia
Corpo cheio de desejo
Do seu beijo
No meu queixo
Mais em baixo
Mais um pouco
Boca na boca
Olhos nos olhos
Mãos atadas
Corpos colocados
Sexos grudados
Enlouquecidos
Pelo desejo.

Sol pereira

Desculpe-me


Desculpe-me, mas vou chorar
Você deixou o amor
Em meu peito aflorar

Para logo depois fora jogar
Sem despedidas, sem adeus
Foi embora e o meu coração feneceu

Digo que não vou chorar
Mas choro a falta que você me faz
Minha vida anda vazia sem o seu olhar

Eu e a minha poesia há muito tempo jazem
No frio do infinito do seu olhar
São esses sentimentos que nos trazem

Desculpe-me preciso e devo chorar
Choro a morte, pois a sorte é a gente quem faz!

Sol pereira

sábado, 9 de fevereiro de 2008

O amor morreu

Hoje, o meu amor morreu
O seu desprezo no meu peito parou
E o meu coração doente feneceu
Todo o amor que eu senti por ti findou.

Hoje, a tristeza e as lágrimas são aliadas
São minhas eternas companheiras
fizeram-me suas eternas moradas
Somos companheiras diárias.

Da vida só espero a morte
Cobrir-me-ei com o meu próprio manto
Fui eu quem escolheu a minha própria sorte.

Deixo meus amigos, família e meu único irmão
Não chorem! A minha morte não foi em vão
Levarei lembranças boas dentro do meu caixão.

Sol pereira