sábado, 19 de abril de 2008

Sol e Lua

Já fui o teu Sol, a tua lua
Já tive amor, já fui a cura.
Hoje sou eu que me procura

Nos mares, na terra e no céu
Sou estrela, sou astro-rei, sou tua
Mas não sou ninguém sem o amor teu

Já fui a lua com suas fases
Já fui o dia com o sol a raiar
Hoje sou a lua que jaz,
Na imensidão do teu olhar

Hoje, quero muito mais quero ser a vida
Quero ser a sua canção preferida
Quero ser a rosa e não a margarida
Quero ser a tua mulher, a tua querida

sol pereira

Eu e as horas

Sinto a solidão das horas
Eu e elas tão somente solidárias
Aqui na minha janela desfilam minhas memórias
Alegrias, tristezas chegam e tão logo vão embora.

Horas para quem sente solidão demoram
Horas profundas, lentas e caladas na noite
Depois de dias tristes e chuvosos que na noite tombam
Eu triste na janela, e a maldita hora toda sorridente.

Zomba do meu sofrimento
Eu só aqui no meu apartamento
À procura do teu acalento
Choro a tua ausência e a falta de sentimento.

Sol pereira

Coração doente

Então, meu coração estava certo?
A minha tristeza tinha razão? Correto!
A tua despedida estava prevista.

Você agora entende a minha emoção?
Pois é! Não queira povoar meu coração
Ele está em pedaços, em frangalhos.

Vasos arrebentados, mas tentando a salvação
Manter-se vivo para ter o teu perdão
Ainda que seja pela última vez.
E olhar nos teus olhos e beijar a tua tez

Dê uma chance para o meu coração
Ele teve somente uma premonição
Ele queria agir somente com a razão
Mas reconhece e teve a maldita percepção.

Sol pereira

Beijos em abril

Espero ansiosa por certos beijos em abril
Beijos prometidos garantidos
Por alguém muito varonil

Estou me guardando, sonhando acordada
Com imenso medo de dormir e sentir
Que tudo não passou de uma vontade sonhada

Este beijo tão prometido será selado
Por um amor que, por muito tempo ficou trancado
À espera de um amor por mim almejado

Ainda hoje passados tantos anos sonhados
Com um certo príncipe encantado
Que me despertará com os teus lábios melados

Serão beijos dados em abril
Por você meu amor varonil

Sol pereira

Lamentos II

Você hoje é responsável
Por toda a minha tristeza,
Mas não se preocupe: tenho a certeza
Que isso tudo passa e é lamentável

Que duas pessoas entrelaçadas
E com almas abençoadas
Venham sofrer desenganos
Causados por desencontros

Já estou acostumada
Com este tipo de perda
Você é só mais um na minha vida

O meu coração é movido por dor
Logo ele se acostuma, e atire a primeira
Pedra quem já não sofreu por amor

Sol pereira

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BONITO E TER UM AMIGO

Bonito é contar com você amigo
Mesmo com nossas vidas distantes
A gente sempre encontra no coração um abrigo.

Bonito é ter um amigo assim como você
De cara lavada, de alma aberta, de brilho no olhar
Sem questionar e nem perguntar o porquê.

Bonito é você abrir a caixa de mensagens
E ver que o amigo não se esqueceu dos teus repentes
E te saúda com belas e sinceras homenagens.

Bonito é mesmo você ter amigos:
De almas acorrentadas
De vidas entrelaçadas
De essências fincadas.

Bonito é você pegar aquele jeans surrado
E lembrar que, com ele, você fez tantas travessuras
Acompanhado do melhor amigo querido
Bonito é aceitar que estamos aqui apenas por aventuras.


Sol pereira

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Um amor real

Haja o que houver
Aconteça o que acontecer
Em você irei permanecer

Não importa se você pensa
Que o meu amor por você irá fenecer
Estando você longe na minha presença

Não importa o que vão falar
Não importa nada nesse nosso mundo virtual
O que importa é o meu sentimento por você, que é real

A um passo de ser um amor carnal
Pois amor igual ao nosso não pode ser esquecido
Ele terá que ser resolvido e consumado

E não importa se o nosso amor irá durar segundos
O que importa que o viveremos em outros mundos.

Sol pereira

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terça-feira, 15 de abril de 2008

Pedro Paulo Pereira Pinto


Pequeno pintor português de parede
Preferiu pintar parte da parede do prédio
Da prefeitura de Petrópolis, cidade pitoresca
Do príncipe Dom Pedro.

O prefeito Pafuncio ficou pasmo
Com a profunda paciência do pintor
Pois ele só pintava:
Panelas, postes, panfletos e pratos

Para pagar promessa prometida ao padre de
Piraúba, pequena e pacata cidade do Paraná

Porém, Pedro Paulo preferiu partir para Paris
Para pintar palácio, pois estava passando
Profundas e precárias privações de ordem
Pessoais, pois em Petrópolis ele não tinha PAZ.

Sol pereira

terça-feira, 8 de abril de 2008

Beija-me


Beija-me
Com os teus lábios de mel
Quero sentir-me como se estivesse no céu
Quero os teus lábios nos meus
Extraindo todo o meu fel

Beija-me
Como se fosse o último beijo de adeus
E com este beijo quero entrar no teu céu
Você, com a tua língua, rasgando o meu véu

Beija-me
Quando a brisa da noite cair no meu jardim
Como se você fosse partir
E nunca mais voltar para mim

Beija-me
Como se fosse sustentar um amor sem fim
Que um dia você sentiu por mim.
Sol pereira

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sábado, 5 de abril de 2008

Beija-me


Beija-me com teu bico afilado
Preencha-me os contornos
Derruba todo o teu mel exilado

Não fique assim tão distante
Sem os teus carinhos não sou nada
Chegue mais perto estou carente

Eu não existo sem o teu amor
Quero você, quero teu calor
Abraça-me, sou tua flor
Quero provar do teu sabor

Sou ainda a tua rara flor
Que resistiu o tempo e não murchou
Guardo ainda o perfume que roubei de ti
Quero a ti beija-flor e não o bem-te-vi

Sol pereira

Publicado no Recanto das Letras em 04/04/2008Código do texto: T931031

domingo, 30 de março de 2008

Uma última homenagem a Zeandro

Hoje, meu coração acordou em luto
Morre mais um dos meus frutos
Menino forte e cheio de talento

Que, muito jovem, a morte o levou
E deixou meu coração sangrando em dor
A emoção é muito forte e meu coração se estalou

Zeandro, nunca vou me esquecer de você
Homem de corpo sarado, mas, para mim, uma criança
Ligado na ciência da computação, você foi a esperança
Muitos jovens e adultos irão tê-lo na lembrança

A morte levou-te e contigo uma parte da vida,
Da ciência e da sabedoria, e digo-te muito sentida
E com tamanha dor no meu coração
Foi muito bom tê-lo como amigo e irmão

Eu como tua amiga e, também, a responsável pelo pessoal
Dedico-te esta poesia em forma de canção
E, também, que você estará sempre no meu coração
Logo, logo nos encontraremos, pois a tua morte é temporal.

sábado, 29 de março de 2008

O poeta

Nem só de letras, versos e poesias vivem o poeta
Poeta é um ser vivo, com os sentidos
Muito sensíveis, o poeta também gosta
De colocar na prática o que ele escreve:

Do pegar
Do sentir
Olhos nos olhos
Mãos entrelaçadas

Corpos enroscados
Enfim, o poeta,
Ele é um ser vivente
Com todos os sentidos na flor da pele

Prontos para colocar em prática
Toda experiência de toda uma vida.

sol pereira

sábado, 22 de março de 2008

Loucuras de Amor

Digo que é verdade
Nada mais do que a verdade
Que eu gostaria, sim, ser beijada
Com a total liberdade...

Você me viraria do avesso
Agiria como um menino travesso
E me beijaria no meu escuro
E até na minha claridade...

Digo ainda que sou louca por você
Que você mexeu com os meus sentidos
Que estou toda derretida até a minha alma
Mas vou agir com muita calma...

Pois é nesta hora que a gente
Comete loucuras por amor
Quero o teu sexo
Quero ser o teu côncavo
E você o meu convexo...

Quero você tirando o meu nexo.
Beijando o meu sexo...

sol pereira
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quarta-feira, 19 de março de 2008

Só queria dizer

Só queria dizer

Só queria dividir
Minhas alegrias com você
As notícias foram boas

Mas você não quis escutar
O que tinha para dizer-te
Só queria falar que te amo

Que estou muito feliz
Mas entendo que você está muito ocupado
E não quis saber de ouvir-me

Só queria dizer-te
Que você é muito importante para mim
Mas você não quis ouvir

Dizer-te que te amo
Era só isso
Que tinha para dizer-te:

Eu te amo

sábado, 15 de março de 2008

Uma noite de amor



Senti o teu perfume
A penetrar no meu quarto
Como um vaga-lume

Que vagueia na noite perfumada
Pude sentir tuas mãos explorando meu corpo
Tua língua sugando minha pele suada

Deitou-me bem devagarinho
E com tuas pernas entre as minhas
Começo a beijar-me com carinho
Senti desejos vindo das minhas entranhas

Fizemos amor a noite inteira até o dia raiar
Com luz de vela e como testemunho o luar
Lençóis de seda e perfumes no ar
Na vitrola, um blues a tocar

Sol pereira

14/03/2008