sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


No final do ato

Os amores que vão
Fica somente a canção
Perpetuando a emoção
Vivida a dois em um só coração

Com esta trova
Relato nem tanto prosa
Outrora cantava
Uma canção amorosa

Mas, hoje, é só pensamento.
O amor vem e vai
Só fica a dor do passamento
Por aquele que um dia dei o meu coração

Agora é tocar a vida
Ela urge e tem pressa
Curo da ferida
Ensaio a peça

Que é um fato
Onde o pano desce
No final do ato
E a dor? Quem sabe esmorece

Sol pereira

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O novo, o desconhecido e o despertar




São elementos que aguçam a esperança
Antes adormecida
Mas que foi surpreendida
No despertar de uma lembrança

Que o novo, o desconhecido e o despertar
Embora fora ainda do nosso alcance
Estes que nos vão empurrar para um novo caminhar
E não adianta esconder a face

Hão de se arriscar estes que nos estão a revelar
Não é sempre que acontece na vida da gente
O novo, o desconhecido, o despertar que tomam conta da nossa mente


Sol pereira

Lavar a alma



Então, que tal lavar a minha alma?
Mas não quero água e nem sabão
Quero muita espuma de emoção
Depois repousar na tua calma

Sol pereira

O amor




Ah, o amor!
Este que cura
A minha e a tua dor
Não deixe que a mancha escura

Cubra o teu coração
O amor é a mão
Que embala o coração
Então, sinta a vibração

Da minha emoção
Venha, tome o meu abraço
Acalme o teu cansaço

Prenda o teu amor em um laço
A dor? Ah, manda para o espaço!
Mas não faça como o palhaço

Que chora enquanto faz rir

Sol pereira

A fotografia do poeta




Vendo teu rosto
Senti algo no ar
Será que foi a música como um fato
Ou foi o desejo de te amar?

Sei que foi o meu ato
De ir muito além
Deste pressentimento
Que é teu também

Sim, a música me chamou a atenção
Ouvindo-a com imensa emoção
Percebi quão é bela a minha sintonia

Com o homem da fotografia
Não foi tão-somente pelo poeta, e nem pela poesia
Ele, o homem, aguçou a minha fantasia

Sol pereira

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A SEMENTE DA AMIZADE



É tão gratificante
Quando somos tratados como gente
Não uns reles mortais
Mas sim aqueles tais
Que são tratados e comparados como os familiares
Não aquele amigo de bares
Mas, sim, aquela pessoa de índole boa
Que amizade não é uma coisa à toa
Sim, quando somos tratados assim
Sentimentos, verdadeiras flores em um belo jardim
Tocadas e acariciadas
Com as mãos delicadas
De um simples jardineiro
Que cuida do adubo com o maior esmero
Sem se importar com os espinhos
Pois amizades são os carinhos
Que devemos ter pelos nossos semelhantes
Sendo assim, semeias as tuas sementes
Sem se importar o que pensa essa gente
Assim que eu queria a tua amizade: corpo, alma e mente

Sol pereira

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Amar à distância


Justo o teu pensar
Também não saberia
Como lidar
Com essa utopia
Amando-te de longe
Viveria uma vida de monge
Não seria justo para mim
Acostumada com um amor sem fim
Então, façamos assim:
Venha para os meus braços
Prenda-me em teus laços
Beija a minha boca de carmim
Ama-me até o pôr-do-sol
Só me deixa no seguinte arrebol

Sol pereira

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um amor real




Depois de uma noite em claro
Resolvi dar um fim das minhas ilusões
Embora com muita tristeza declaro
Chega de viver as proibidas paixões

E colocar o pé em terra firme
Deixar de ser sonhadora
Viver com quem me reconhece e confirme
A minha alma reveladora

Não nego que vivo de sonhos
Impossíveis?Talvez
Hoje, buscarei os caminhos

E a minha sorte tentará outra vez
Buscar por um amor real
Aquele que seja palpável e coisa e tal


sol pereira

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sou o poema



Aquele não em forma de fonema
As minhas vontades
Estão explicitas
Não me mostro nas entrelinhas
Os meus s versos são as necessidades
Do poeta? Talvez não
Da mulher, da fêmea que habita em mim
E estas movem:
Céus, terras e mares
Busco novos horizontes
Escalo montanhas
Atravesso rios e vales
Só para me encontrar
Venha, tome posse do meu corpo
Ocupe o teu lugar
Chega de recusar
O que está a lhe ofertar
Se deixe flechar
Não lute mais contra o ar
Mova-se em minha direção
Toma-me em teus braços
E mostre a melodia da canção
Sou poema, mas a alma
Ah, esta é a mulher
Aquela que te traz a calma
Esta que quer dar-lhe o prazer
Sou poema? Sim
Mas do concreto
E a solidão em mim
Se faz na presença do amor
Em forma de loucura
Dos meus atos
E os meus gozos são fatos
De quem procura
Viver em pleno gozo da paixão
Em ler-me e se deleitar
Em alto mar
Sentido o prazer
Beijando a boca da mulher
Sou poema, mas inspiro
O desejo do vampiro
De sugar
A seiva da vida
Para depois curar da ferida
Sou a grafia
Em meu corpo a poesia
Minha alma, a essência
Que em ti inebria
Então, prove
Da minha carícia
Sou poema, sou ave
De pluma suave
Que alça voo em tua direção
Seja o meu amor e a minha paixão
Desvendas as minhas linhas e descubra minha vontade
Refaça a minha vida devolva-me a juventude
Sou poema, teorema
Sou o tema

Sol pereira

Ritmos do amor




O amor é assim:
Ritmos, melodias
Barulho das bocas
Silêncios nos olhares
Mãos caladas
Corpos suados
Tropeços dos pés
Cambaleando em direção
Ao altar
O amor na sua plenitude
E na consagração do amar
Assim é o amor:
A dança de todos os ritmos
Mas sem perder a sua primordial essência
Que é a pureza da alma.
Ah, esta não tem idade e nem preço
Quem ama o amor é preciso de mais apreço
Não deixar morrer a flor que acabou de florir em teu jardim

Sol pereira

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

TE AMO



Com ciúmes, mas te amo
Com destempero
Confiando e desconfiando
São tantos assédios
Não fazes de rogado
Entras no jogo da paixão
Faz quer não quer, mas querendo
É o menino do momento
O homem robusto da pele macia
Na cabeça das mulheres é a pura fantasia
E elas todas no cio
Acendem o pavio
Tu como homem pira
E ateia o fogo na pira
Homem não nega o fogo
Por isso está em todas as cartadas
É o cavalheiro do jogo
Ela e a dama da hora
Não perde a pose
Coloca fotos com poses
E mente que é a modelo
Mas não passa de uma farsante
Diz que é casada, mas quer ser a tua amante
Quem se enamora de homem bonito
Paga a triste pena de amar
Mas o que fazer?
Se te amar é o meu penar

Sol pereira

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sua boca




É verdade, então mantenha a tua mão
Naquilo que também te dá prazer
Beije e fale palavras de paixão
Mas nunca se esqueça que toda mulher

Antes do prazer quer atenção
Mas mantenha sempre a sua mão
Sempre na sua flor
Ela te dará todo o seu amor


Alce, sim, os seios
Não tenha receios
Eles foram modulados para os seus beijos

Sabe de uma coisa? Já estou louca
E cheia de desejos
Pela tua boca

Sol pereira

Minha maneira




A trova é minha maneira
De dizer, inclusive, besteira
Mas tudo que digo e sinto
Pode acreditar, pois não minto

Este meu dom é credor
Um dia é da caça,
Outro do caçador
Vai pagar o dono da dor

Tudo que fazemos
Temos o retorno
Então, amemos
E o mundo lhe será terno

Não faça ao outro
Que não queres para ti
O momento é de encontro
Faça igual ao bem-te-vi

Mesmo vendo o beija-flor
Roubando e beijando a tua flor
Ele ofereceu a outra face
E rezou para ele uma prece


Vivemos em mundo de traição
Então, plante o amor outra vez
Como Jesus, dei o meu perdão
Seja feliz, quem sabe, talvez

Já esqueci o teu deslize
Sei que neste mundo é assim
Um dia quem sabe se moralize
E seremos felizes até o fim

Este é o meu desejo
Não ofereço a minha face
Mas deixo pra ti o meu beijo
E retirei do meu coração o disfarce

Mesmo porque tinha como um amigo
E tudo que fiz foi por amizade
Embora tenha ferido o meu âmago
Não levarei rancor, só deixarei saudade

Da nossa conversa sobre a fantasia
Trocas de telefonema e correspondência
Um perfeito encontro com a poesia
Hoje, é para mim apenas uma utopia



Sol pereira

Ser poeta




É chorar por alguém com saudade
É pensar que a vida poderia ser uma poesia
Onde tudo é belo é o ciúme não passa de uma banalidade
O amor de um poeta é vivido em um mundo de fantasia

Sua realidade é má, vingativa e fria
Então, ele prefere viver em um mundo de utopia
Embalado por uma canção em uma lira
Esperando que o teu corpo queime em uma pira

Assim é ser poeta
Mundo sem amores
Lugares, jardins sem flores

Um dia quem sabe o amor bata à sua porta
Então, vai dar vida a pena
“Tudo vai valer a pena se a alma não for pequena”

Sol pereira

sábado, 2 de janeiro de 2010

Lei do retorno



A cada dia que passa
Sinto um pensamento de você
Pessoa que para mim passa
Pensamentos de um bebê

Refiro-me uma criança
Teu comportamento foi como tal
Mas hoje, foi um dia fatal
Mas amanhã será o de bonança

Não se esqueça
Quem com traição fere
A sorte traçou

Agora os galhos na cabeça
De mim levou
Quando o meu coração dilacerou.

Quem com galho fere
Com galho será ferido
Desejo toda sorte do mundo, meu querido

Sol pereira