domingo, 24 de outubro de 2010

O concreto



Não somos crianças
Já não sou uma menina
É um homem juvenil
Não podemos viver de ilusões,
Nem do abstrato
Quero sim, o concreto,
O seu corpo varonil
Deixar de ser serena
Tonar-me uma loba no cio
Realizar meus desejos
Não vivo do que não tenho
Pelo contrário,
Morro a todo o momento
Com a falta do palpável
Você!
Que não está aqui

sol pereira

Desculpas



Tantos foram os projetos
Todos caíram por terra
Agora é seguir
A estrada é longa
Perde-se aqui,
Se ganha ali
A vida segue
Embora com os atropelos,
Os sofrimentos e as desilusões,
Mas não esmoreço
Tenho amor, canções,
Mãos amigas e abraço
Tentarei conquistar corações
Doarei o meu tempo
A quem necessitar
O meu amor está à disposição
De quem for merecedor
É só esperar
Sei que este dia vai chegar

sol pereira

sábado, 23 de outubro de 2010

Eu te amo tanto



Tenho pensando
Muito em você
Pergunto-me:
Será que é amor
O que eu sinto por você?
Não preciso responder
Os fatos, os atos
Falam por si
Eu te amo tanto
Que não percebo
A quão solitária sou,
Mas não me importo
O importante é o amor
Que sinto por você
Ele me faz companhia
Quando não tenho
O seu carinho
Sei que tudo passa,
Só não passam
A terra e o mar
Tudo termina
Só o amor germina,
Perpetua
Com um simples olhar

Sol pereira

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Tu és



Um pássaro cantando
Em um dia chuvoso
Canção triste de um violino
A lágrima que teima em descer
O sorriso tímido dos meus lábios
Meus sonhos interrompidos
Em uma noite que não tem fim
A chuva fina que embaraça meu olhar
A dor que fisga meu coração
O meu choro que nunca acaba
Que seca a minha lágrimas
A estrada incansável
Que tenho de trilhar
Tu és o meu amor impossível

sol pereira

Tu és



Um pássaro cantando
Em um dia chuvoso
Canção triste de um violino
A lágrima que teima em descer
O sorriso tímido dos meus lábios
Meus sonhos interrompidos
Em uma noite que não tem fim
A chuva fina que embaraça meu olhar
A dor que fisga meu coração
O meu choro que nunca acaba
Que seca a minha lágrimas
A estrada incansável
Que tenho de trilhar
Tu és o meu amor impossível

sol pereira

Amor em fatia



Tenho pensado
No meu presente
Também no passado
Não tiro o amor de minha mente

A saudade bate todos os dias
Depois de um dia cansativo
Repouso-me nas poesias
Que me decantas meio afetivo

Fazendo-me acreditar
Que ainda é possível amar
Mesmo que o amor não sinta por mim empatia

Posso ter eu o amor em fatia
Aceitando e acreditando
Que um dia eu posso estar amando

sol pereira

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Bocas e mãos que se buscam





Mãos que nos afagam
Paixões que nos devoram,
Consomem-nos em ritmos acelerados
Bocas e beijos famintos e sonhados

A tua boca na minha flor
Declarando o teu amor
Devorando-me e sugando,
Mordendo-me e beijando

Centímetro por centímetro do meu ser
Na ânsia do prazer
De sugar e ser sugado
De amar e ser amado

Assim sendo, satisfaria o ter
Agasalharia o ser


sol pereira

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Por te amar tanto



Eu te amei
Desde o dia que te conheci,
Mas o teu coração
Já não te pertencia
Então, te deixei
Fui embora
Com um pensamento
A vida pode ser solitária,
Mas tenho como companhia
O meu amor
Que me completa
Somos dois em um
Com o maior sentimento
Hoje, choro por não ver
Os teus olhos em mim,
Amanhã, outro dia
O sol nascerá
Com ele, o calor
De um novo amor
Que em teu peito brotará
Poderá então, me declarar:
Fica comigo
Serei mais que um amigo

Viverei somente para te amar

Sol pereira

sábado, 9 de outubro de 2010

No jardim do amor


No jardim,
Mora uma princesinha
Que é irmã da Yasmim
Sendo ela, a mais novinha

Pediu ao seu trovador
Uma cantiga de ninar
Que fale do amor
Que ela tem para doar

O pai todo prosa
Fez-lhe uma trova

Minha filha é uma flor
A mais bela da primavera
Por ela plantei amor
Nasceu a minha Yara

Sol pereira


Nota: Para o meu amigo e meu músico: André Leonardo

A tristeza





Estando com a tristeza a sós
Vamos juntar
Os nós
O meu e o teu amar

Faremos o caminho
Lento, mas certo
Te darei carinho
Estando eu de perto,

Mas para isso é preciso
Deixar de lado a tristeza,
Ser corajoso

Deixando entrar a beleza
De cada amanhecer
Em teu ser

sol pereira

domingo, 3 de outubro de 2010

Só para te conhecer




Só para te conhecer
Preparei o meu melhor olhar
Indaguei o meu ser
Queria realmente te amar


Pintei meus lábios de carmim
Fiz-me toda em desejo
Busquei a vontade dentro de mim
Só para ganhar um beijo

Agora, amor, me desvenda
Esclareça os mistérios
Invada a minha tenda
Não tenhas critérios

sol pereira

Balzaquiana



Embora, não sendo mais uma menina,
Mas um tanto serena
Como deveria ser toda balzaquiana,

Pois ela quando entra em cena
Deixa uma dezena
De homens cumprindo pena

Por ter no peito uma gangrena
Por amar uma mulher plena

Sol pereira

http://www.solchebor.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=2534745

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O tempo




Olha-me na espreita
Meus cabelos em desalinho
Na cama desfeita
O lençol de linho

Que no chão jaz
Com ele o meu gozo
Que ali se desfaz
Ele, o tempo ardiloso

Abafa um gemido,
Uma dor e um prazer
Por não te esquecer

Assim, os dias vão passando
Eu me apaixonando e me acabando
De tanto de te querer

sol pereira

Com o tempo


Com o tempo

O amor aparece
A vida se estabelece
O coração amolece
Amadurece
Fortalece-se

Com o tempo
O corpo padece
Obedece
Apodrece
O padre reza uma prece

Daí conclui: que o tempo é o senhor da razão

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Cantar o amor




Canta-se o amor
Como eu canto
Não haverá mais a dor
Muito menos o pranto

No nosso recanto
Ou em qualquer parte,
Pois tu és meu encanto
Eu sou a tua consorte

Então, meu amado
Vamos juntos caminhar
Este solo sem medo
Basta para o amor acordar

A vida só é boa
Quando estamos amando
Não choremos à toa
Juro-te que não estamos sonhando,

Mas vivendo
A mais pura das realidades
Mesmo sentido
As mais belas das saudades

De um tempo muito antigo
Quando fazíamos do amor
Um mero artigo
Talvez de luxo, mas ele nos trouxe a dor

Para darmos o devido valor
Sem ele não existe a emoção
Que é um bem maior
Que temos dentro do coração

sol pereira