sábado, 20 de fevereiro de 2010

O amor é perene




Não acredito muito em destino
Mas, por vezes, fico a pensar
Amo tanto em desatino
Será que este é o meu penar?

Amar-te não é um capricho
E nem maldição dos deuses
É benção, é o peso do crucifixo
Que Jesus teve que levar por eles

Por nós e pela humanidade
Então, do amor só tenho saudade
Do quanto amei na minha juventude

Agora que deixei a minha mocidade
Penso que o amor não é só da carne
A paixão passa, mas o amor... Ah! Este perene.

Sol pereira

http://www.solchebor.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=2097336

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O novo e o senil


O novo e o senil

Ah, Deus! Por que tenho que envelhecer.
Quando estou pronta novamente para o amor?
Mais experiência e discernimento sobre o prazer
Ah, Senhor, por que da dor?

De amar o novo e não o senil?
Já com o antigo tenho mais a aprender
Sei que o novo é belo, é varonil
Mas o antigo tem a sabedoria do saber

Por que tem que ser assim
Esta busca dentro de mim?
Não me contentando com o antigo

Mesmo ele sendo o meu melhor amigo
Tenho que ir em busca de novidade
Será que não conta mais a velha saudade?

Sol pereira

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O amor


O amor

Para amar não há de querer muito
Todo o dia basta acordar
Elevar o pensamento

Encher de alegria o coração
Buscar as tardes fazias
E enchê-las de emoção

Para amar, há de ler poesias
Cantar uma melodia
E dançá-la na chuva

Para quem ama o amor
Há de saber resistir à dor
Ela vai resistir

Vai insistir
Na temosia
E dizer que o amor não é somente poesia

Pois o amor é um bem maior
Ele foi feito para vencer
É só abrir o coração e não deixar fenecer

Pois quem ama, ama
Não precisa sonhar, ter asas nem imaginação
E só abrir o coração

Ele veio para:
Invadir
Resistir
Competir
E lutar até te convencer
Que, sem ele, é impossível viver.

Sol pereira

http://www.solchebor.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=2086040

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


No final do ato

Os amores que vão
Fica somente a canção
Perpetuando a emoção
Vivida a dois em um só coração

Com esta trova
Relato nem tanto prosa
Outrora cantava
Uma canção amorosa

Mas, hoje, é só pensamento.
O amor vem e vai
Só fica a dor do passamento
Por aquele que um dia dei o meu coração

Agora é tocar a vida
Ela urge e tem pressa
Curo da ferida
Ensaio a peça

Que é um fato
Onde o pano desce
No final do ato
E a dor? Quem sabe esmorece

Sol pereira

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O novo, o desconhecido e o despertar




São elementos que aguçam a esperança
Antes adormecida
Mas que foi surpreendida
No despertar de uma lembrança

Que o novo, o desconhecido e o despertar
Embora fora ainda do nosso alcance
Estes que nos vão empurrar para um novo caminhar
E não adianta esconder a face

Hão de se arriscar estes que nos estão a revelar
Não é sempre que acontece na vida da gente
O novo, o desconhecido, o despertar que tomam conta da nossa mente


Sol pereira

Lavar a alma



Então, que tal lavar a minha alma?
Mas não quero água e nem sabão
Quero muita espuma de emoção
Depois repousar na tua calma

Sol pereira

O amor




Ah, o amor!
Este que cura
A minha e a tua dor
Não deixe que a mancha escura

Cubra o teu coração
O amor é a mão
Que embala o coração
Então, sinta a vibração

Da minha emoção
Venha, tome o meu abraço
Acalme o teu cansaço

Prenda o teu amor em um laço
A dor? Ah, manda para o espaço!
Mas não faça como o palhaço

Que chora enquanto faz rir

Sol pereira

A fotografia do poeta




Vendo teu rosto
Senti algo no ar
Será que foi a música como um fato
Ou foi o desejo de te amar?

Sei que foi o meu ato
De ir muito além
Deste pressentimento
Que é teu também

Sim, a música me chamou a atenção
Ouvindo-a com imensa emoção
Percebi quão é bela a minha sintonia

Com o homem da fotografia
Não foi tão-somente pelo poeta, e nem pela poesia
Ele, o homem, aguçou a minha fantasia

Sol pereira

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A SEMENTE DA AMIZADE



É tão gratificante
Quando somos tratados como gente
Não uns reles mortais
Mas sim aqueles tais
Que são tratados e comparados como os familiares
Não aquele amigo de bares
Mas, sim, aquela pessoa de índole boa
Que amizade não é uma coisa à toa
Sim, quando somos tratados assim
Sentimentos, verdadeiras flores em um belo jardim
Tocadas e acariciadas
Com as mãos delicadas
De um simples jardineiro
Que cuida do adubo com o maior esmero
Sem se importar com os espinhos
Pois amizades são os carinhos
Que devemos ter pelos nossos semelhantes
Sendo assim, semeias as tuas sementes
Sem se importar o que pensa essa gente
Assim que eu queria a tua amizade: corpo, alma e mente

Sol pereira

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Amar à distância


Justo o teu pensar
Também não saberia
Como lidar
Com essa utopia
Amando-te de longe
Viveria uma vida de monge
Não seria justo para mim
Acostumada com um amor sem fim
Então, façamos assim:
Venha para os meus braços
Prenda-me em teus laços
Beija a minha boca de carmim
Ama-me até o pôr-do-sol
Só me deixa no seguinte arrebol

Sol pereira

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um amor real




Depois de uma noite em claro
Resolvi dar um fim das minhas ilusões
Embora com muita tristeza declaro
Chega de viver as proibidas paixões

E colocar o pé em terra firme
Deixar de ser sonhadora
Viver com quem me reconhece e confirme
A minha alma reveladora

Não nego que vivo de sonhos
Impossíveis?Talvez
Hoje, buscarei os caminhos

E a minha sorte tentará outra vez
Buscar por um amor real
Aquele que seja palpável e coisa e tal


sol pereira

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sou o poema



Aquele não em forma de fonema
As minhas vontades
Estão explicitas
Não me mostro nas entrelinhas
Os meus s versos são as necessidades
Do poeta? Talvez não
Da mulher, da fêmea que habita em mim
E estas movem:
Céus, terras e mares
Busco novos horizontes
Escalo montanhas
Atravesso rios e vales
Só para me encontrar
Venha, tome posse do meu corpo
Ocupe o teu lugar
Chega de recusar
O que está a lhe ofertar
Se deixe flechar
Não lute mais contra o ar
Mova-se em minha direção
Toma-me em teus braços
E mostre a melodia da canção
Sou poema, mas a alma
Ah, esta é a mulher
Aquela que te traz a calma
Esta que quer dar-lhe o prazer
Sou poema? Sim
Mas do concreto
E a solidão em mim
Se faz na presença do amor
Em forma de loucura
Dos meus atos
E os meus gozos são fatos
De quem procura
Viver em pleno gozo da paixão
Em ler-me e se deleitar
Em alto mar
Sentido o prazer
Beijando a boca da mulher
Sou poema, mas inspiro
O desejo do vampiro
De sugar
A seiva da vida
Para depois curar da ferida
Sou a grafia
Em meu corpo a poesia
Minha alma, a essência
Que em ti inebria
Então, prove
Da minha carícia
Sou poema, sou ave
De pluma suave
Que alça voo em tua direção
Seja o meu amor e a minha paixão
Desvendas as minhas linhas e descubra minha vontade
Refaça a minha vida devolva-me a juventude
Sou poema, teorema
Sou o tema

Sol pereira

Ritmos do amor




O amor é assim:
Ritmos, melodias
Barulho das bocas
Silêncios nos olhares
Mãos caladas
Corpos suados
Tropeços dos pés
Cambaleando em direção
Ao altar
O amor na sua plenitude
E na consagração do amar
Assim é o amor:
A dança de todos os ritmos
Mas sem perder a sua primordial essência
Que é a pureza da alma.
Ah, esta não tem idade e nem preço
Quem ama o amor é preciso de mais apreço
Não deixar morrer a flor que acabou de florir em teu jardim

Sol pereira

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

TE AMO



Com ciúmes, mas te amo
Com destempero
Confiando e desconfiando
São tantos assédios
Não fazes de rogado
Entras no jogo da paixão
Faz quer não quer, mas querendo
É o menino do momento
O homem robusto da pele macia
Na cabeça das mulheres é a pura fantasia
E elas todas no cio
Acendem o pavio
Tu como homem pira
E ateia o fogo na pira
Homem não nega o fogo
Por isso está em todas as cartadas
É o cavalheiro do jogo
Ela e a dama da hora
Não perde a pose
Coloca fotos com poses
E mente que é a modelo
Mas não passa de uma farsante
Diz que é casada, mas quer ser a tua amante
Quem se enamora de homem bonito
Paga a triste pena de amar
Mas o que fazer?
Se te amar é o meu penar

Sol pereira

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sua boca




É verdade, então mantenha a tua mão
Naquilo que também te dá prazer
Beije e fale palavras de paixão
Mas nunca se esqueça que toda mulher

Antes do prazer quer atenção
Mas mantenha sempre a sua mão
Sempre na sua flor
Ela te dará todo o seu amor


Alce, sim, os seios
Não tenha receios
Eles foram modulados para os seus beijos

Sabe de uma coisa? Já estou louca
E cheia de desejos
Pela tua boca

Sol pereira