sexta-feira, 28 de novembro de 2008


Soneto da saudade

Esta saudade não me sai da memória
Ando sempre a me perguntar
Será que é mesmo saudade da minha história?

Ou será que sinto saudade do teu olhar?
Aquele olhar meigo e interrogativo
De soslaio no meu corpo a me amar

Ah! Não sei responder esta saudade medonha
Quando fito o teu olhar na fotografia
Tudo voltar na minha memória que sonha
Com um dia a realizar esta fantasia

De buscar a cada instante o teu olhar
Que me fascina, alucina e me ilumina
E da tua boca quero-me saciar
E matar a sede que tanto me amofina

Sol pereira

Coração sangrando

Parece que estou anestesiada
Hoje, mas uma vez o destino se fez
Encarrega-se de levar você de mim

Não sei o que irá acontecer
Meu coração parou de doer
Está duro como uma rocha

Não gosto de sentir-me assim
Gostaria de ter um choro sem fim
Mas o meu coração não reage

Sofre bem sei, mas não demonstra
Estou com medo, sei do que ele é capaz
Aparenta ser forte, mas tudo é mais pura falsidade

Um dia quando ele perceber que tudo é a pura realidade
Que nesta vida tudo que nasce o destino certamente é a morte
Nascemos, vivemos, morremos nada dura para a eternidade.

Sol pereira
26/11/2008

O beijo da mulher pisciana
Você já sentiu
O beijo da mulher de peixes?
O beijo é macio e lacônico
Alongando-se depois do abraço

O corpo do parceiro fica quente
E louco de desejo
Ele pede carícias de língua

As salivas se misturam
Corpos se enroscam
Peles se tornam quentes

Mãos se acariciam
Descobrem segredos mútuos
Com um simples e Conciso beijo

Assim é o beijo da mulher do signo de peixes
Começa com um breve beijo no rosto
E termina com um prolongado
E interminável beijo de língua

Assim é o meu beijo
Sou mulher do signo de peixes...

Sol pereira

domingo, 23 de novembro de 2008


Ando com saudades

Como guardo na memória
E no arquivo da minha vida
Aqueles momentos únicos
Quando teus braços envoltos
Em minha cintura, puxando
Até ao teu corpo quente e louco
De vontade de roçar nos meus seios

Intumescidos pelo prazer
De sentir o teu perfume que esvaía
Do teu corpo ao me querer
E misturando com o meu
Este momento único
Faço questão de guardá-lo
Bem lá no fundo do meu coração

E só removê-lo quando voltares
À tua normalidade
E pegar de volta a tua identidade
Daquele homem feliz e sorridente
Que sorria sempre quando a gente fazia amor

Ando sentido saudades
Daqueles momentos
De prazer de estar com você
Em uma cama quentinha
Escutando um som romântico

Aí, me dá vontade de sair e ir à tua procura
Jogar fora o meu orgulho e esquecer tudo
E, mais uma vez, dá-me em tua cama
E dormir de conchinha
E, pela manhã, fazer amor com paixão.

Sol pereira

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


Ah! Namorei-te

Em um canto do sofá
Você de frente para mim
Segurando minhas mãos
Sugando minha boca sem fim

Tu me namoraste em uma bancada
Foi um encontro com hora marcada
Foram beijos roubados, abraços dados
Desejos saciados e corpos molhados

Nosso namoro foi clandestino
Encontros escondidos
Afago repentino
É assim que a gente se namora
E o nosso amor vigora

Ah! É assim que a gente se ama
E sempre acaba em uma cama
Abraços apertados, corpos enroscados
Carícias de mãos e beijos melados

Hoje te quero como um amor fiel
Não quero trocar um simples anel
Quero o teu amor, a tua total confiança
Afirmar uma aliança de amor e esperança

Sol pereira

Namorei-te

Namorei a tua foto do Orkut
E apaixonei-me pelo teu perfil
Este namoro foi entre:
Cabos, fios e uma telinha fria

Namorei-te no MSN, Orkut e Gmail
Entre scraps e por meio de depoimento
Quando a coisa ficava quente
Era por e-mail extremamente confidente

Depois, este namoro virtual
Virou um amor mais do que real
Não tinha mais você em um simples perfil
Nem mais um simples namoro infantil

Vi-me em maus lençóis
E não posso mais fugir e mentir
E confesso, te quero a sós em um amor sem fim.

sol pereira

Um dia de cão

Mais uma vez, a natureza fica contra os trabalhadores e os moradores da Praça da Bandeira. Mas não responsabilizo a natureza e sim o ser humano, ele é o causador desse destempero do planeta Terra.

Chuvas de janeiro em pleno novembro!
Quem sofre com tudo isso é o pobre do trabalhador,
que não tem como voltar tranqüilo para sua residência
após um longo e cansativo dia de trabalho.

O ambicioso desmata a nossa maior riqueza e, mais uma vez, quem sofre é a humanidade.
Ontem, eu, que também sou responsável por me valer dos recursos que a natureza me traz, fiz questão de registrar aqui, na Praça da Bandeira, próximo à Tijuca, a dificuldade que tivemos para retornar aos nossos lares.

Tivemos que recorrer, novamente, a várias conduções, sem contar que o patrão não quer nem saber e não financia estes gastos que temos a mais quando chove aqui no Rio de Janeiro – principalmente na rua do Matoso, local onde trabalho, que tem suas ruas alagadas, parecendo mais um rio de águas sujas e um mar de lama.

A praça Afonso Pena (onde se localiza o metrô) ficou
submersa. Ali, só eram vistos os encostos dos bancos, os
jardins alagados e os brinquedos mergulhados na lama.
Tudo isto por causa da indiferença de todos, porque somos todos responsáveis pela destruição da natureza e não fazemos coisa alguma para modificar a depredação do planeta.

Estou completamente infeliz com o descaso dos governantes.
Para ser sincera, fico muito triste, pois sei que nunca mais teremos de volta o nosso planeta de antigamente - quando o mundo era mundo.
Venho observando que a ganância é maior pelo TER e o SER ficou em planos inferiores.
Nós, seres humanos, estamos dando um fim neste maravilhoso planeta onde habitamos – Terra.

Quero, com este protesto, não só responsabilizar os governantes, mas todos nós, porque temos parcela de culpa, só pensamos e damos valor nas horas em que somos atingidos pelo destempero da natureza.

Quero, também, falar da minha vergonha, como cidadã carioca, de ter que registrar, com um aparelho de celular, o caos em que se encontra o Rio de Janeiro.
Vamos, senhores governantes! Os idosos, as crianças e, principalmente, os trabalhadores já não agüentam mais este descaso, pois somos os principais atingidos.
Ainda, quero ressaltar que toda vez que chove dessa forma, nossos nervos ficam à flor da pele e não sabemos como proceder, porque, a cada ano que passa, a população cresce e o desmatamento acelera e nada é feito faz para prevenção.

Sol pereira


http://www.solchebor.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=1291189

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


Amor na moda

Enquanto o amor estiver na moda
Falarei dele com muito orgulho
E praticarei com tamanha intimidade
Levá-lo-ei aos quatro cantos da minha cidade

Enquanto ele estiver na moda
Falarei como é bom olhar nos olhos
Dividirei as coisas boas e também as ruins
E praticarei e falarei somente a verdade

Enquanto o amor permanecer na moda
Falarei da amizade e como é bom ter amigos
Ser leal e exigir lealdade e ter uma amizade sincera

Se o amor estiver ainda em alta e na moda
Falarei da família todos reunidos
Pai, mãe, filhos e irmãos em um lar feliz

Em comunhão com a vida e com os laços que os unem
Pela bênção divina e protegida pela sagrada família
E, finalmente, se o amor ainda permanecer na moda

Falarei da felicidade eterna que só com o amor constrói
Este bem tão almejado por ricos e pobres
Espero que o amor nunca saia da moda
E que as pessoas adotem esta moda com rigor e sabedoria.

Sol pereira



Errando é que se aprende
Mas para amar não existe erro
O amor é agramatismo

Na arte de amar
Vale tudo
Até errar


Entre a faca e a espada
Há uma dúvida cruel
O coração fica com a emoção

Entre a razão e a emoção
Fico com aquela que me faz tremer
E o coração pulsar de paixão

Sol pereira

Tem gente com cheirinho
Da flor do campo, mas o teu
Nem se compara misturado ao meu

Sol pereira

O coração é a metáfora do amor
Deus deu-me a ponderação
No meu peito, só pulsa a emoção

Sol pereira

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Pôr-do-sol

Mais uma vez é fim de tarde
Acende as luzes da cidade
Crianças, velhos e jovens todos pedintes

Fico a te esperar olhando o mar
E as ondas findando no horizonte
Bate no meu peito uma enorme saudade

Dos tempos que éramos felizes
Rondando de mãos dadas
Nesta cidade povoada de gente feliz

Hoje é só solidão, crime, assaltos
Crianças, velhos e mulheres
Pedindo esmolas nos asfaltos

Choro das mães sem os seus filhos
Uns seqüestrados, outros delinqüentes
Mais uma vez sinto saudades daquele tempo

Que éramos felizes com um simples terminar
Do pôr-do-sol, e de mãos dadas olhando o horizonte
Findando de encontro à luz do luar

Sol pereira